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18/07/2016

Radioterapia HAM

Apresentação
 
O Serviço de Radioterapia do Hospital Aristides Maltez oferece tratamentos radioterápicos desde 1952 e disponibiliza aos pacientes as mais modernas técnicas, nas principais modalidades terapêuticas ao longo dos tempos.
 
Possui, atualmente, um parque moderno com três aceleradores lineares, braquiterapia de alta taxa de dose, simulador convencional e tomografia computadorizada dedicados, sistema de planejamento avançado e sistema de gerenciamento.
 
Os nossos pacientes são atendidos por uma equipe multidisciplinar de alta performance, constituída de médicos, físicos, enfermeiros e técnicos, na qual a capacitação proporciona segurança e confiabilidade em todos os tratamentos.
 
Os nossos valores fundamentais para o atendimento ao paciente estão baseados na humanização, na qualidade de tratamento e na responsabilidade social.
 
Na área de ensino, contamos com residência médica em radioterapia e curso de formação de técnicos na área.
 
No futuro próximo, incorporaremos mais um moderno acelerador linear, o qual permitirá oferecer tecnologia de ponta e mais eficiência. 
 
Introdução
 
A radioterapia é o tratamento que utiliza diferentes formas de radiação ionizante sobre as áreas do corpo que necessitam ser tratadas. O efeito terapêutico direto se restringe à área irradiada. É indicada para tumores localizados. Mesmo em casos de tumores disseminados, a radioterapia pode ser indicada para controle local de uma ou mais lesões tumorais.
 
O efeito da radioterapia se deve à sua ação no DNA celular. O dano sobre as células malignas é bem maior do que sobre as células normais, em função da menor capacidade de recuperação da molécula de DNA dos tumores.
 
Esse tratamento pode ser oferecido em teleterapia, braquiterapia e radiocirurgia.
 
Na teleterapia, a fonte de radiação fica distante do paciente, que é rigorosamente posicionado. De maneira geral, esse tratamento é feito diariamente e dura poucos minutos. O processo terapêutico completo com teleterapia costuma durar de duas a sete semanas, conforme o caso e o tipo de doença.
 
Na braquiterapia, a fonte radioativa fica dentro ou muito próxima do órgão a ser tratado, geralmente em uma ou em poucas inserções. Na maioria das vezes, é feita ambulatorialmente, podendo a internação ser necessária em casos selecionados (neoplasias de partes moles). A braquiterapia é muito usada em câncer de colo uterino e de próstata, entre outros. Pode ser exclusiva ou complementar à teleterapia.
 
A radiocirurgia é uma forma especial de radioterapia e permite a aplicação de dose única e elevada de radiação em locais muito precisos. É mais comumente utilizada no tratamento de algumas afecções cerebrais.
 
A radioterapia intra-operatória é uma outra forma de tratamento, que pode ser feito com o intuito de complementar o efeito da cirurgia, em alguns casos. 
 
A radioterapia pode ainda ser usada como preparação para o transplante de medula óssea.
 
As novas tecnologias beneficiam os tratamentos radioterápicos no direcionamento preciso da radiação ao alvo, reduzindo a quantidade de tecidos sadios a serem atingidos e os protegendo.
 
Radioterapia curativa
 
Visa a cura em muitas doenças, podendo ser exclusiva ou associada à cirurgia ou à quimioterapia.
 
No tratamento do câncer, a indicação de cada uma das armas terapêuticas depende do diagnóstico específico do indivíduo, que leva em conta a localização do tumor (mama, próstata, útero, etc), seu tipo histológico (o que o patologista vê no exame do material retirado por biópsia ou cirurgia) e sua extensão no organismo (se o tumor está restrito ao órgão de origem ou se compromete órgãos adjacentes ou outros distantes como gânglios linfáticos. Na radioterapia não é diferente; a decisão de quando e como irradiar curativamente depende da avaliação médica e das normas de conduta a serem adotadas. Leva em conta a localização do tumor, seu tipo histológico e sua extensão no organismo.
 
Principais tratamentos radioterápicos
 
Mama
 
Utilizados, em geral, após a cirurgia (e/ou quimioterapia), reduzindo as chances de retorno (controle local). O tratamento ocorre com uma sessão ao dia, de segunda a sexta-feira, com duração entre quatro e sete semanas.
 
Próstata
 
Empregados após cirurgia, reduzindo o risco de recidiva, ou como sua alternativa. Faz-se uma sessão ao dia, de segunda a sexta-feira, com duração de sete a oito semanas.
 
Cérebro
 
Realizados, geralmente, após a cirurgia, diminuindo muito as chances de retorno, ou como alternativas à cirurgia. O tratamento ocorre com uma sessão ao dia, de segunda a sexta-feira, com duração entre seis e sete semanas.
 
Cabeça e Pescoço
 
Efetuados, habitualmente, após a cirurgia do tumor, reduzindo as chances de retorno, ou como alternativas à cirurgia. O tratamento ocorre com uma sessão ao dia, de segunda a sexta-feira, com duração entre sete e oito semanas.
 
Reto
 
Empregados antes da cirurgia da lesão maligna, reduzindo as chances de recidiva, ou como alternativa ao ato cirúrgico. O tratamento ocorre com uma sessão ao dia, de segunda a sexta-feira, com duração de seis semanas.
 
Pulmão
 
Utilizados, geralmente, após a cirurgia de remoção do tumor, reduzindo bastante as chances de recidiva, ou como terapia alternativa à cirurgia. O tratamento ocorre com uma sessão ao dia, de segunda a sexta-feira, com duração de até sete semanas.
 
Sistema Linfático
 
Realizados, na maioria das vezes, após a quimioterapia, com significativa redução das chances de o tumor regressar. O tratamento ocorre com uma sessão ao dia, de segunda a sexta-feira, com duração de três a quatro semanas.
 
Colo de útero 
 
Utiliza-se a teleterapia seguida de braquiterapia de alta taxa de dose. A depender do estadiamento, opta-se pela cirurgia, pela radioterapia exclusiva ou pela associação de radioterapia e quimioterapia.  
 
Corpo de útero
 
Na dependência do local (endométrio, miométrio) e do tipo histológico, indica-se radioterapia pós-operatória (tele e braqui).
 
Radioterapia Paliativa
 
Indicada para diminuição da velocidade de crescimento de tumores ou para redução de sintomas, como dor, sangramento ou compressão sobre órgãos sensíveis. Especificamente: alívio de dor óssea; minimização de compressão da medula espinal; controle de tumores ulcerantes e redução de sangramentos; tratamento de sintomas de tumores de pulmão; redução de tumores para desbloqueio da pressão; tratamento de sintomas de tumores de crânio.
 
Etapas do processo radioterápico
 
1. Exame clínico com confirmação de estadiamento e avaliação de resultados de exames (laboratoriais, endoscópicos, de imagem)
 
2. Simulação tomográfica convencional ou 3D
 
Podem ser utilizadas imagens de TC, RM, PET/CT. Nesta fase, define-se a posição de irradiação e faz-se aquisição das imagens para planejamento.
Na convecional o paciente é simulado no simulador com uso de anatomia como referência.
 
3. Planejamento virtual: 
 
São definidas as áreas a serem irradiadas, bem como os órgãos de risco envolvidos. Os feixes de radiação são, então, distribuídos, para serem obtidas, volumetricamente, a dose de prescrição e a otimização da dose nos órgãos de risco.
 
4.Tratamento radioterápico:
 
Realizado através de aceleradores lineares, na posição definida durante a simulação, e tem duração média de 15 minutos.
 
Em alguns tipos de tumores pode ser empregada uma forma complementar de radioterapia interna, chamada Braquiterapia.
 
Técnicas de tratamento
 
Com a finalidade de aplicar as doses de protocolos aos tecidos doentes, de proteger, ao máximo, os tecidos normais e para que a terapia tenha sucesso, o processo requer maneiras, técnicas e equipamentos diferentes e de forma individualizada.
 
O Serviço de Radioterapia do HAM oferece:
 
. Radioterapia tridimensional conformacional
 
Indicada na maioria dos tratamentos curativos em cabeça e pescoço, tórax (pulmão, esôfago e mediastino), abdome (estômago, pâncreas, vias biliares e rim) e pelve (colo do útero, bexiga, testículo, próstata, reto e canal anal).
 
. Braquiterapia de alta taxa de dose 
 
Radiação ionizante oriunda de fonte radioativa. Esse tratamento pode ser realizado em contato com a lesão, em regiões de cavidade ou no tecido. Pode ser exclusiva ou complementar a teleterapia.
 
Equipamentos disponíveis
 
Aceleradores lineares com MLC 
 
- AL 2100C Varian
- AL 2100C Varian
- AL 6EX Varian
 
Braquiterapia de alta taxa de dose – HDR
 
- Sistema Varisouce Afterloader com 20 canais;
- Sistema de Planejamento Brachyvision
- Sistema de gerenciamento integral ARIA 
- Sistema de Planejamento Avançado Eclipse
 
Acelerador Linear com MLC - Varian
 
 
Acelerador Linear com MLC ? Varian
 
 
Acelerador Linear com MLC -  Varian
 
 
Braquiterapia de alta taxa de dose - HDR
 
 
Sistemas de planejamento tridimensional Eclipse/ Varian
 
Efeitos colaterais
 
Variam de pessoa para pessoa e dependem fundamentalmente da área irradiada.
 
Se a área irradiada for a cabeça, pode ocorrer queda de cabelo localizada. Quando a boca ou o esôfago estiverem próximos às áreas tratadas, certo grau de inflamação da mucosa que as reveste está previsto, podendo haver dificuldades na alimentação. Nos casos em que o abdome é irradiado, o intestino costuma ser alcançado pela radiação, o que pode determinar diarréia.
 
A irradiação do quadril e de grandes áreas da coluna compromete a produção das células do sangue, podendo exigir do paciente alguns cuidados adicionais.
 
Náuseas e, mais raramente, vômitos podem ocorrer, principalmente nas irradiações do abdome.
 
É comum que a pele que recobre a área irradiada apresente problemas. Vermelhidão, ardor, prurido e escurecimento da pele são relatados com certa freqüência.
 
Os efeitos colaterais podem ser exacerbados nos casos em que quimioterapia e radioterapia são aplicadas simultaneamente. Por isso, a integração das equipes médicas é muito importante.
 
Recomendações durante o tratamento 
 
Repouso
 
A fadiga é bastante comum. É importante que o paciente reconheça seus novos limites e os respeite, estabelecendo horários de descanso ao longo do dia.
 
Nutrição
 
Os efeitos da radioterapia sobre o tubo digestivo podem dificultar a ingestão de diversos alimentos, prejudicando a obtenção dos nutrientes de que o organismo necessita.
Durante o tratamento, o paciente deve manter uma dieta balanceada e evitar perder peso.
 
A equipe de nutricionistas do HAM realiza atendimentos personalizados, oferecendo orientações específicas para cada paciente em tratamento.
 
Sempre que houver diarréia ou dificuldade para alimentação, a equipe médica e a de enfermagem devem ser avisadas.
 
Pele
 
. Lavá-la sempre com sabão suave e água morna;
. Não aplicar cosméticos sem aprovação da equipe médica ou de enfermagem;
. Usar roupas folgadas; 
. Não esfregar nem coçar a região;
. Não aplicar adesivos sobre a área; 
. Proteger a pele dos raios solares, se possível cobrindo a região com roupas claras antes de expô-la à luz solar;
. Não aplicar compressas;
 
As marcas de tinta sobre a pele não podem ser retiradas e nem retocadas pelo paciente, somente pela equipe da radioterapia.
 
Boca
 
Não fumar; não consumir bebidas alcoólicas; evitar lanches açucarados nos intervalos das refeições; evitar alimentos condimentados ou crocantes; higiene oral cuidadosa , uso de escova com cerdas macias e fio dental (orientado pelo dentista); não usar colutórios, exceto quando indicado pelo dentista ou pela equipe médica.
 
Sexo
 
Na maioria dos tratamentos, a radioterapia não determina alterações importantes na capacidade de o paciente ter prazer com o sexo.
 
Nas radioterapias pélvicas em mulheres, as radiações podem comprometer a fertilidade, determinando supressão da menstruação com eventuais sintomas da menopausa (ondas de calor, secura vaginal, etc.). As radiações podem ainda causar alterações vaginais que tornam difíceis as relações sexuais. Por isso, recomenda-se que a paciente sob radioterapia pélvica suspenda sua vida sexual e aguarde algumas semanas após o término do tratamento para retomá-la.
 
A radiação dos testículos pode causar esterilidade no homem. Para os casos em que uma futura gravidez é desejada, existe a possibilidade de congelar o sêmen antes do início de um tratamento. Mulheres em idade reprodutiva devem evitar a gravidez com métodos eficazes. A radioterapia pode causar danos ao feto.
 
Infecções e sangramentos
 
Nos casos em que grandes áreas da medula óssea são irradiadas, as células do sangue podem ter sua produção comprometida. Essa toxicidade se manifesta inicialmente pela queda na contagem dos leucócitos (leucopenia) e das plaquetas (plaquetopenia). Com o passar das semanas, pode ocorrer uma redução no número de hemácias no sangue (anemia).

Em casos de queda acentuada, a radioterapia pode ser suspensa e novas doses serão calculadas. Além disso, existem recursos que podem ser empregados para corrigir tais alterações.
 
Durante todo o tratamento, são colhidos hemogramas seriados para reconhecimento e acompanhamento dessas eventuais alterações.
 
Pacientes em radioterapia devem comunicar-se imediatamente com a equipe médica caso apresentem febre (temperatura axilar maior que 37,8°C) ou sangramento.
 
Dúvidas frequentes
 
O que é radioterapia?
 
É um tratamento que utiliza radiações do tipo ionizante para destruir ou inibir o crescimento de células anormais que formam um tumor ou um processo inflamatório em uma determinada região do corpo.
 
O que são radiações ionizantes?
 
São ondas eletromagnéticas com energia suficiente para alterar a estrutura de um material, por meio da retirada de elétrons dos seus átomos.
 
Para que serve a radioterapia?
 
Curar uma enfermidade que esteja presente ou evitar o seu reaparecimento após uma cirurgia. Podem também ser utilizada para controlar sintomas, como sangramento e dores, causados pela presença de doença.
 
A radioterapia atinge as células normais?
 
Sim. No entanto, além de as células normais possuírem uma capacidade maior do que as células anormais para se regenerar do dano causado pela radiação, as doses nos tecidos normais são geralmente menores do que no tumor. Portanto, na maioria das vezes, a doença é destruída e as células normais se recuperam após o término do tratamento.
 
Quais os efeitos colaterais da radioterapia?
 
É possível, em muitas ocasiões, o paciente não ter qualquer efeito colateral durante o tratamento ou apresentar apenas uma reação passageira na pele por onde a radiação atravessou. Como cada efeito colateral depende de cada caso, é muito importante que o paciente seja orientado pelo médico quanto a esses efeitos e como tratá-los ou amenizá-los. A radioterapia, por exemplo, não causa queda de cabelo, a não ser que a região da cabeça seja tratada e, mesmo assim, depende da técnica e da dose utilizadas. Com os avanços tecnológicos obtidos nos últimos anos, a radioterapia se tornou muito menos tóxica e mais efetiva.
 
A radioterapia é usada isoladamente ou combinada com outros tratamentos?
 
Pode ser o único tratamento curativo, assim como pode ser utilizada em combinação com outros tratamentos, como a quimioterapia ou, em algumas situações, antes ou após uma cirurgia.
 
Como a radioterapia é aplicada?
 
Na teleterapia ou radioterapia externa, a radiação é emitida de um aparelho em direção ao corpo do paciente que está deitado sobre uma mesa. Na braquiterapia, a radiação provém de materiais radioativos que são colocados no interior do órgão acometido, de forma temporária.
 
O paciente fica com radiação no corpo?
 
O paciente, após o tratamento, não fica radioativo. A radiação emitida atravessa o corpo e não impregna o seu interior. Quando a pessoa é tratada com implante de material radioativo de forma permanente, haverá emissão de radiação no seu interior por um determinado tempo. Nestes casos, o paciente recebe instruções específicas sobre os cuidados que deve ter e por quanto tempo.

 

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Valor:

R$50,00 (Cinquenta reais ) - Estudante de Medicina /Odontologia

Valor R$100,00 (Cem reais) - Profissional

Forma de pagamento: Depósito bancário no Banco Caixa Econômica Federal
Agência: 1236
Conta Corrente: 918-1
Operação: 003
CNPJ: 15.180.961.0001-00
em nome da Liga Bahiana Contra o Câncer - LBCC, não sendo permitido o pagamento em nenhuma outra modalidade que não seja através de depósito no banco citado.